Empatia

 Podemos dizer então que Assertividade é uma habilidade de comunicação superior, pois requer grande habilidade de escuta e empatia, cuidando do que dizer e como fazer.


  Empatia


 O termo empatia refere-se ao conhecimento do outro por meio da comunicação, para o qual é necessário desenvolver duas habilidades básicas: aprender a ouvir e se expressar.  Ser empático implica a capacidade de se colocar no lugar do outro, enxergar a situação em questão do ponto de vista do outro, ser capaz de compreender os sentimentos e significados pessoais que você atribui a determinada situação.  Isso cria um clima positivo para enfrentar qualquer situação de diferença ou conflito.


 Colocar-se no lugar do outro não significa apenas ouvir atentamente tudo o que ele diz do ponto de vista verbal, mas também o que ele comunica a nível emocional, é, em última análise, compreender o que se ouve e como o outro o compreende.  Não significa concordar, trata-se de uma compreensão profunda da "realidade" do outro.


 Para realizar essa difícil tarefa, existem várias alternativas, como a "resposta reflexa" ou a paráfrase.  Essas técnicas consistem simplesmente em retornar o cerne do que entendemos, entregando provisoriamente os sentimentos e o conteúdo que estiveram implícitos na comunicação.  Outra possibilidade é fazer uma pergunta aberta, ou seja, permitir que o outro se expanda e, assim, tenha a possibilidade de ter mais informações.  Exemplos dessas perguntas são: "diga-me mais", "desde quando aconteceu", "como começou", "quais as consequências que isso traz para você?"  Por fim, pode ser resumido ou sintetizado, pedindo ao outro que indique se nossa avaliação está correta.


 Barreiras para uma comunicação eficaz


 Ao contrário da comunicação assertiva e empática, podemos tender a desenvolver estilos de comunicação “desadaptativos”, que nos levam a situações de conflito nas nossas relações interpessoais e que é preciso conhecer para evitar ou corrigir.  Entre os mais comuns podemos destacar:


 a) Comunicação discordante.  Incoerência entre comunicação verbal e não verbal.  Por exemplo: "Estou muito interessado no que você me conta", alguém diz enquanto cuida de outras coisas. Ou grita indignado: "Não, se não estou zangado!" Esse estilo gera muitos conflitos, pois causa um desconforto tremendo por não saber em que aspecto da mensagem ficar, se com o que foi dito ou com o que foi expresso através do não verbal.


 b) Comunicação competitiva.  Tente minimizar a experiência da outra pessoa.  "Isso não é nada, eu tenho um problema sério!"  Essa atitude pode referir-se a qualquer assunto: sucessos, conquistas, fracassos, dificuldades, doenças, entre outros.  Gera muito conflito cognitivo ao nível dos valores, visto que o outro se sente muito pouco valorizado e compreendido.


 c) A comunicação séria.  Essa barreira é muito comum, consiste em dizer aos outros o que fazer, dar palestras ou aconselhar, como se eles não tivessem a capacidade de resolver seus problemas.  "Eu disse que isso ia acontecer com você, era lógico!"  ou "Não sei como você não foi capaz de prever isso."  Gera muito conflito interpessoal, pois um olhar assimétrico está implícito na comunicação onde há um que se sente superior ao outro.


 d) A comunicação do Ministério Público.  É caracterizado por atribuir ao outro um traço negativo de sua personalidade.  É acusatório ao dizer: "você é pontual", "irresponsável", "preguiçoso", "esquerdo", "descuidado" ou "sujo".  É o mais explícito quanto à declaração de guerra ou desqualificação.


 e) Comunicação indireta / generalizada.  Caracteriza-se por ser vago quanto ao objetivo perseguido, um caso é “perguntar sem perguntar”.  Por exemplo, "a janela foi deixada aberta; a luz deve ser apagada" ou os mais tipicamente organizacionais como: "Devemos melhorar a qualidade dos relatórios!"  Ao ouvir esse tipo de mensagem, nos perguntamos: quem deve fazer isso, o que especificamente deve ser mudado?  São aspectos que o outro não consegue entender.


 f) Comunicação manipulativa.  Procure tirar algo do interlocutor a partir de suas necessidades emocionais: "Faça, você é uma pessoa tão boa ..." Assim, manipula-se a autoimagem do outro, que não ousa perder o prêmio pela qualidade de "boa pessoa".  O problema é que isso pode passar despercebido por muito tempo, mas quando a pessoa percebe essa manipulação, o conflito se torna inevitável.


 Comunicação assertiva para aprendizagem organizacional


 A conversação é a maior ferramenta de aprendizagem que os seres humanos possuem.  Para lidar com situações complexas, como crises, conflitos e mudanças, as organizações devem aprender a dominar a conversa, no sentido mais amplo da palavra.


 Em uma conversa eficaz, ambas as partes refletem, ouvem ativamente, questionam e discutem ideias abertamente.  Trata-se de expor ideias com clareza e honestidade, ou seja, ser assertivo com o que você acredita, quer ou pensa.  Além disso, é bom elaborar sobre o que o faz pensar de uma determinada maneira;  mostrar situações que levaram à ação;  justifique e dê exemplos que tornem a posição de uma pessoa mais compreensível para a outra.


 Por exemplo, "esta é a minha perspectiva e foi assim que cheguei a essa conclusão".  O objetivo é a defesa respeitosa das ideias e a explicação do raciocínio que está na base delas, estando aberto à possibilidade de modificá-las diante da experiência com que o outro está contribuindo.


 Equilibrar todos esses elementos, ser honesto e ter consideração ao mesmo tempo torna a conversa mais eficaz.


 Seguem três tipos de conversas fundamentais para a eficácia organizacional, pois permitem resolver e / ou evitar situações de conflito e para as quais a assertividade é condição necessária:


 1. Conversas de feedback


 Exemplos disso são crítica construtiva e reconhecimento.  Visam, em geral, fornecer informações úteis para a aprendizagem no domínio do desenvolvimento pessoal, no trabalho ou profissional.  Eles podem ser direcionados para:


 Ajude outra pessoa a pensar em fazer uma mudança em seu comportamento (crítica construtiva).


 Motivar outra pessoa a persistir, envolvendo-se em comportamentos positivos ou acentuando-os (reconhecimento).


 Ajude-se, pedindo informações sobre seu próprio comportamento, para fazer uma mudança pessoal.


 Espera-se sempre que as pessoas estejam abertas para ouvir comentários sobre seus comportamentos, mas na prática nos encontramos com grandes dificuldades quando nos deparamos com situações, sejam de crítica construtiva, de reconhecimento ou de elogio, por motivos aos quais podem responder. A diferentes causas , variando da modéstia diante do elogio à incapacidade de aceitar a incompetência diante da crítica e, portanto, reagir de forma agressiva ou evasiva diante de uma oportunidade de melhoria que outro nos possa apontar.

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