Crítica
Critérios de sucesso para essas conversas:
Crítica construtiva: Temos tido sucesso quando, a partir da conversa, o outro está positivamente disposto a mudar, pois o que foi proposto gerou sentido e nos motivou a agir de forma diferente dada a clareza com que indicamos as consequências.
Reconhecimento: Dar feedback reforçador é aumentar a possibilidade de repetição de comportamentos que impactam no alcance e eficácia dos resultados e é criar "círculos virtuosos" que fortalecem as forças em uma direção desejada. Saber detectar quando o outro fez um esforço, teve uma conquista ou fez algo que resultou em um benefício e demonstrá-lo em tempo hábil, gera desenvolvimento da autoestima e consolida o aprendizado
2. Conversas Persuasivas
O objetivo é influenciar o outro a modificar ou ampliar suas percepções. Procura-se mostrar o ponto de vista pessoal da forma mais completa possível para que o outro o incorpore e, a partir daí, modifique comportamentos ou atitudes. Em geral, é de se esperar que haja resistência da outra pessoa, uma vez que ela provavelmente desenvolveu argumentos que justificam suas ações.
Exemplos comuns no campo organizacional em que conversas persuasivas são necessárias são em importantes processos de mudança, em que os líderes devem "seduzir" seus colaboradores a embarcarem em uma nova aventura, incorporando a missão, os objetivos e as tarefas como seus.
Pode-se dizer que embora nem todos os corredores sempre ganhem, esta abordagem aumentará as chances de alcançá-lo.
Para facilitar a condução dessas conversas, faça a si mesmo perguntas como:
- Quais são meus objetivos e quais são os da outra parte? Definindo-os da forma mais específica possível.
- Quais são os resultados máximos e mínimos esperados?
- O que o outro perde com a mudança?
- O que você pode ganhar com a mudança?
- Quais serão os argumentos que podem facilitar ao outro a compreensão do interesse que está em jogo neste processo? O que estou disposto a desistir?
- O que é que o faz entrar em conflito comigo / com o processo de mudança?
Nessa conversa, a assertividade está em jogo em todos os momentos, em ser direto e estabelecer uma interação respeitosa, honesta e clara. Na parte principal ou central da conversa é preferível o uso de uma abordagem equilibrada, mostrando vantagens e desvantagens, tendo cursos de ação alternativos e reais, que são propostos de forma ponderada e cuidadosa.
É preciso levar em conta as necessidades e ideias do outro e ao mesmo tempo esclarecer as suas próprias, até chegar à ideia que tem em mente. O risco de adotar uma abordagem desequilibrada, enfatizando apenas as vantagens, faz com que a maioria das pessoas tenha uma resistência às apresentações unilaterais e, portanto, a mensagem subjacente pode ser confundida.
3. Conversas investigativas
Para que surjam planos de ação para resolver qualquer conflito ou diferença em uma pessoa ou equipe, é necessário diagnosticar adequadamente a condição, situação ou dificuldade, só então estes serão efetivamente esperados e apropriados para aquela situação particular e para a tomada de decisões em geral .
Isso se dá quando são obtidas informações que nos permitem saber como agir com relação a uma pessoa, ou seja, do que ela precisa, quais são seus pontos fortes e fracos e quais são as competências que lhe permitem cooperar com a equipe. Esta é uma conversa-chave em liderança para atribuir funções, gerar delegação eficaz e, gradualmente, direcionar para a autonomia. Também para saber o que esclarecer ou como envolver se houver incerteza quando as informações tratadas forem complexas ou estranhas.
Podemos concluir que o desenvolvimento da comunicação assertiva cumpre um triplo propósito: zela pela autoestima, fortalece as relações com os outros e gera aprendizagem organizacional, ao permitir que situações difíceis sejam resolvidas antes de chegarmos ao conflito ou, se já o vivemos, deixe-nos saber como enfrentá-lo de forma criativa.
Em resumo…
Assertividade refere-se à forma de se relacionar com os outros de forma a respeitar os direitos próprios e alheios, considerando as variáveis da situação e do contexto.
O comportamento assertivo implica a especificação de três componentes básicos: 1. Comportamental; 2. Componentes não verbais e paralinguísticos e 3. Dimensão correta da situação.
Assertividade é uma habilidade de comunicação superior, pois requer grande habilidade de escuta e empatia, cuidando do que dizer e como fazer.
O termo empatia refere-se ao conhecimento do outro por meio da comunicação, para o qual é necessário desenvolver duas habilidades básicas: aprender a ouvir e se expressar.
Ser empático implica a capacidade de se colocar no lugar do outro, enxergar a situação em questão do ponto de vista do outro, ser capaz de compreender os sentimentos e significados pessoais que você atribui a determinada situação.
Para ser empático, existem várias alternativas, como a "resposta reflexa" ou a paráfrase, que consistem simplesmente em devolver o cerne do que entendemos. Outra possibilidade é fazer uma pergunta aberta e, por fim, ela pode ser resumida ou sintetizada, pedindo ao outro que nos diga se nossa avaliação está correta.
Existem barreiras à comunicação eficaz, como comunicação discordante, competitiva, instrutiva, crítica, indireta ou abrangente e manipuladora.
Existem três tipos de conversas que são fundamentais para a eficácia organizacional, pois permitem resolver e / ou evitar situações de conflito e para as quais a assertividade é condição necessária. São eles: conversas de feedback, conversas persuasivas e conversas de sondagem.
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